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Setembro 17 2008

 fonte: Trissemanário O Setubalense

 

CARLOS RODRIGUES ( Manuel Bola )

Durante cerca de um quarto de século ao serviço desta companhia profissional de teatro, Carlos Rodrigues (Manel Bola), participou em 58 produções, alguns deles também como encenador e autor. Iniciou a sua actividade artística na “Ribalta”, passando pela “Teia”, fixando-se depois no TAS, onde se reformou, há três anos.


O maestro Carlos Pinto, ex. sub-chefe da Banda da Armada, e sócio desta associação sadina, há oito anos sedeada num armazém da Lota, explicou a «O Setubalense» que a nomeação acontece sempre com um ano de antecedência, no final de cada um dos anuais espectáculos.



Instado sobre a figura a homenagear em 2009, Carlos Pinto garante haver “nomes no ar, nas diversas áreas, mas nada está definido.” Mas deixa uma certeza: “No final do espectáculo deste domingo, esse nome será divulgado publicamente.”


ACTOR Em antecipação, o conhecido actor confessou a «O Setubalense» o seu reconhecimento por esta homenagem prestada pela associação de ex. marinheiros. “Gosto do mar, mas dele nunca fiz vida,” atira, recordando os tempos em que serviu tropa no Ultramar: “Para lá, fui a bordo do ‘Niaça’ e no regresso, em 1970, vim no ‘Uige’. Mas nunca enjoei no mar”, garante. Carlos Rodrigues, nascido há 64 anos, na Travessa de S. Cristovão, em plena baixa comercial, considera esta uma homenagem “pura.” E lembrou que o ano passado até se assustou quando o anunciaram como o homenageado em 2008. “Assisti à homenagem, póstuma, ao meu amigo Xico da Cana, e até desabafei no palco que desejava chegar vivo à minha homenagem. Já falta pouco…” gracejou o actor. Sobre pormenores do espectáculo de domingo, confessa “nada saber”, mas que aguarda (re)ver “muitos amigos”.

 

 

  

Francisco Rodrigues Lobo, ex-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, nasceu já no regime salazarista afiava as garras da repressão e da descriminação social com que agrilhoou o País durante quase meio século.

O Barreiro terra natal ,era ,então um dos focos de resistência à ditadura pelas injustiças que o tirano convertera em lei.
Nasceu em 17 de Novembro de 1931, no Barreiro, onde viveu até Maio de 1965, quando veio para Setúbal trabalhar como operário, numa empresa de montagem de automóveis (IMA) filho de uma doméstica e de um empregado de escritório da CP, teve diz, uma infância normal com brincadeiras de todos os rapazes da altura, jogar ao berlinde, à bola na rua, e fugir à policia.
Após a instrução primária, ingressou na escola industrial. Concluindo o curso de serralheiro MECÂNICO, COMEÇOU A TRABALHAR NUMA METALURGICA. Tinha pouco mais de 14 anos. Aos 20, foi preso pela policia politica por participação numa tentativa de derrube do governo. No fim da década de 70 e no inicio de 80 foi presidente da câmara de Setúbal, em dois mandatos de três anos, consecutivos.
Militante do partido comunista Português desde 1974, sócio de uma empresa. Recentemente publicou o livro Histórias de Setúbal – 1974 a 1986.

 

 

 

 

 

 
Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

 


Zeca Afonso

Há vinte anos-Setúbal vestiu-se de preto e de dor para homenegear a memória de Zeca Afonso, falecido no hospital de S.Benardo.Manifestação jamais vista na cidade, todos so caminhos iam direitos para a Escola Secundária de S. Julião, onde o corpo esteve antes de seguir para o Cemitério da Senhora da Piedade, para o adeus de amigos e admiradores.Cerca de 30 mil pessoas, juntaram-se ao ao cortejo fúnebre, que demorou cerca de duas horas a percorrer a distância até há sua ultima morada. A urna foi tansportada por antigos companheiros de muitos sonhos e cantigas. Para traz ficou toda uma vida de luta pela liberdade e solariedade feita de canções e atitudes que não lhe valeram, no tempo da ditadura e perseguição, o desemprego e a cadeia.
Adoeceu e foi internado na Casa de Saúde de Belas. Duas dezenas de dias depois, teve alta, mas estava desempregado. Tinha sido expulso do ensino oficial. Passou a viver de explicações. As cantigas, principalmente nas sociedades de recreio da margem sul, e os contactos com grupos de estudantes, bem como o movimento sindical intensificaram
Participou, no coliseu, em Lisboa, num espectaculo organizado pela casa da imprensa. A censura foi perentória não podia cantar – venham mais cinco - .menina dos olhos tristes – morte saiu à rua, autorizou porém – Grândola Vila Morena - , com que o concerto terminou. Em 29 de Janeiro de 1983, já bastante debilitado, actuou pela ultima vez em público, na mesma sala. Pouco Mais de quatro anos depois, morria em Setúbal, vitima de esclerose lateral amiotrófica.A Associação José Afonso em colaboração com a Escola Superior de Educação de Setúbal, preconizou instituir, o prémio José Afonso, de valor pecuniário.
 
 
 


Maestro Azoia
José Rodrigues dos Santos foi o nome adotado em 25 de Abril de 1916, na Conservatória do Registo Civil, sensilvelmente um mês após o nascimento - 28 de Fevereiro - ,mas todos o conhecia por Azoia. Embora natural de Setúbal, foram buscar-lhe a alcunha à terra, perto de Sesimbra, onde o avô paterno era moleiro.A meninice passou-a na Fonte Nova e na Capriche Setubalense. No primeiro caso, porque morava com os pais naquela zona, no segundo, porque era ali que a mãe, costureira, trabalhava para sustentar a prole numerosa, que o marido o marido lhe deixou nos braços. Naquela época, os bailes na Capricho eram abrilhantados ao piano por uma Espanhola. Foi esta mulher que ao verificar o entusiasmo do puto, lhe deu as primeiras aulas daquele instrumento.

 

As lições foram de tal modo aprendidas que um dia em que ela, doente, faltou, foi ele que abrilhantou o baile. Tinha então 13 anos. A par das aulas de piano, frequentou o liceu, que deixou aos 14 anos par ajudar o sustento da casa. A actividade artìstica não a confinou à Capricho. Estendeu-a a outras colectividades. Este facto não lhe arrefeceu o amor pela musica. Aos 16 anos, já compunha escrevia textos de revistas e era actor. Azoia morreu a 26 de Fevereiro 2006. O corpo foi cremado em Ferreira do Alentejo , para onde seguiu após ter estado em câmara ardente na Igreja da Nª Senhora da Conceição,em Setúbal. A câmara de Setúbal, em 28 de Fevereiro de 2004, no dia em que o mestre Azoia completou 88 anos, homenageou-o no Fórum Luísa Todi, com um espetáculo que durou 5 horas
 

Artur Jordão
Artur Jordão Musico Compositor; Seis das Grandes Marchas de Setúbal, a primeira em 1997, a ultima em 2006 têm a assinatura de Artur Jordão que curiosamente depois dos desfiles das colectividades nunca arrecadou nenhum prémio.
Apesar disso,diz não se sente frustado, o que não o impede de pensar porque razão tem valor para vencer, tantas vezes,o concurso da grande marcha e não conseguir, até hoje, ganhar nada com as colectividades. E concorro

sempre, até com musicas para mais do que uma colectividade, reforça a reflexão, que os olhos arregalados não deixam disfarçar o espanto. As distinções que colecciona não se limitam a concursos em Setúbal. Estendem-se por praticamente todo o País. Em dez anos, de 1991 a 2001 em festivais infantis e juvenis, a vestir musica letras de Alexandrina Pereira, ganhou tudo e mais alguma coisa,quase cem prémios arrecadados.
Pois, espantem-se, este papa prémios, apenas viu um piano aos 18 anos, quando em Beja, onde nasceu, começou a aprender música no fundo de apoio aos organismos juvenis. Na altura, frequentava o curso geral do comércio que, por culpa da nova paixão, ficou por concluir. Deixo aqui um aparte pessoal, o instrumento que sempre desejou ter,
um PIANO de cauda. Um abraço

Setúbal Salta a Fogueira, música de Artur Jordão, foi o tema vencedor do concurso da “Grande Marcha de Setúbal 2008”, promovido pela Câmara Municipal.
 
 
 
 
 
António Serrano


O cantor António Serrano vai apresentar dia 10, na Capricho Setubalense, o seu quinto trabalho discográfico
A sala da Capricho Setubalense será o palco, na noite de dia 10, para o espectáculo de apresentação de “Flor por Abrir” (letra de Nídia Martins e música de Adriano Pereira), o quinto trabalho discográfico da autoria do cantor António Serrano. Este novo CD inclui nove temas musicais.
António Serrano começou a cantar muito novo, passando por diversas orquestras, em Setúbal e arredores. Em 1969 gravou o seu primeiro trabalho discográfico.
Profissionalmente, foi funcionário da fábrica montagem de automóveis IMA, situada em Pontes, mas sempre teve no gosto pela música o seu grande hobbie. Concorreu a audições em estações de rádio, integrou o coro de um programa televisivo e realizou espectáculos pelo país.
Na década de 90, e num curto espaço de tempo, gravou três trabalhos discográficos, o último dos quais divulgou-o em França, junto da comunidade emigrante. Agora, o cantor Serrano prepara-se para lançar o seu quinto trabalho discográfico.
 

Americo
Ribeiro



Mudaram-se as barracas de praia e o areal, mudaram as pessoas e os hábitos. Os tradicionais veleiros do Sado, já não atracam naquelas águas, hoje Sado, hoje é possível comer o melhor peixe da região em restaurantes ali instalados. Com esta foto, Américo Ribeiro lembra que tal, o Portinho da Arrábida pode mudar, mas o valor será eterno.

Nasceu em Setúbal em 1906, viveu até 1992.
Esteve 70 anos a oferecer ao património da cidade, as mais belas fotografias da sua cidade.
Também contribuiu para a imprensa jonalística local e regional, o seu atlier e estabelecimento situava-se no Largo da Conceição (foto cetóbriga) em Setúbal, onde tive o prazer de o conhecer, para além de o encontrar na via pública no seu atarefado trabalho fotográfico, recordo que juntamente com outros fotógrafos fez a cobertura da visita da rainha Isabel II do reino unido, tinha eu nessa altura 19 anos, mas não só entre alguns acidentes registados em Setúbal Américo Ribeiro estava lá. As condecorações que lhe foram atribuídas com mérito pelo serviço prestado em prol da sua longa carreira profissional dedicado á fotografia, foram merecidas.
Para além do profissionalismo, foi um homen humilde, comunicativo e educado perante o seu semelhante.
Deixo aqui a minha homenagem a uma figura carismática que a população da cidade de Setúbal deve sempre recordar.

 

 
 
 

 

   

 

 

Padre Nunes
    Igreja de S. Sebastião - Setúbal
Lembro-me como fosse hoje, era escuteiro do grupo nº 110 instalado na sacristia da igreja, pois o espaço era precário, sendo nessa altura o chefe dos escuteiros o Sr. Gonçalves, pois este senhor padre, era a imagem de nós todos, com o espírito e a boa vontade talvez
o grupo não alcança-se o lugar merecido, toda a alcateia tinham orgulho em ter um Prior que nos apoiava fortemente.  Foi ele que me deu coragem para ler o discurso em plena missa no acto da comunhão solene, foi ele que me deu o dinheiro para ir tirar o bilhete de identidade a fim de fazer o exame de admissão à escola comercial e industrial de Setúbal, isto porque os meus pais não tinham posses para tal.Sei que me sentia bem em toda a paróquia, como outros paroquianos. Para mim foi um símbolo que ainda recordo como um ser bondoso e honesto.
 Recordo que o acompanhava quase todos os dias da igreja de S. Domingos, para a igreja dos Grilos onde era o seu dormitório, despedia-me e regressava para minha casa tranquilo e contente, pela dedicação em prol da igreja.

 

 

 

 

 

 

 

    Em determinada altura deparei-me com um facto inédito, como era hábito o padre Nunes, pela dedicação há Igreja e aos seus paroquianos trabalhava até ao anoitecer, sendo que alguns paroquianos costumavam visitar
a  sacristia em quanto as portas da Igreja se encontravam abertas. E nessas circunstâncias um dia, ao visitar o Sr. Padre Nunes no seu gabinete deparei-me comuma triste cena ao ver que ele estava a sangrar pelo o rosto sentado na sua secretária de  trabalho.

 

 

 


   Fiquei apavorado como é natural tendo-me dirigido a ele perguntando o que se devia a tanta mazela, informou-me que tinha escorregado nas escadarias do altar e ao cair esfacelou parte do rosto, e nessa altura eu tinha que acreditar dado a minha idade, mas ?...com o passar dos anos em determinada altura, constatei que a versão que o Sr. Padre Nunes não era verdadeira, pelo facto que nessa época existia muita pobreza na cidade de Setúbal, ele que tinha um bom relacionamento com todos os pobres e necessitados, valia-se dos industriais conserveiros negociava em condições monetárias, sendo os montantes juntamente com as esmolas da igreja, e outros donativos, administrava bens e alimentos para distribuir a todos os necessitados da freguesia de S. Sebastião.

 

 

 


    Tudo foi ocultado durante muito tempo até que, no interior da Igreja as caixas das esmolas eram saqueadas e destruídas, assim como outros adereços pertences de decoração da Igreja, e agressões ao Sr. Padre, pelos personagens da P.I.D.E, mandatários de alguns industriais lesados, pois eles não estavam interessados em que o sacerdote da freguesia procedesse de forma como actuava em prol dos pobres e demais necessitados. A habitação onde nasceu o poeta Bocage, existiu uma escola primária, no primeiro andar, onde muitas crianças como eu, tinha-mos uma refeição todos os dias gratuita (sopa e um pão) , era conhecida pela escola da sopa, cujas instalações funcionavam no rés do chão ,sendo o patrono Sr. Padre Nunes, mais tarde a mesma foi encerrada. Muito mais daria para comentar, mas ficarei por aqui deixando este pequeno resumo, a uma figura carismática de uma época, ficando aqui a minha grande homenagem.

 

publicado por famatos às 13:48

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